Newsletter 2

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A Recolha de Informação sobre os elementos culturais está em andamento. Desde de novembro de 2019, que os quatro parceiros do projeto Europeu AGEment estão no terreno a realizar recolhas de tradições e elementos culturais promotoras do envelhecimento ativo e saudável. Nesta newsletter relatam-se as primeiras recolhas realizadas em Portugal e Itália.

O CSEN escolheu a dança como um elemento cultural capaz de promover o envelhecimento ativo

A dança, uma atividade fortemente ligada à cultura, sociedade, representações e expressões de uma comunidade, configurando-se como um elemento do património cultural intangível, foi um dos elementos escolhidos pelo Centro Desportivo Nacional Educacional de Itália (CSEN) para estar associado ao envelhecimento ativo na comunidade através do projeto europeu “AGEment – aumentar a consciencialização dos idosos sobre o envelhecimento ativo: conectando o património cultural ao empoderamento dos idosos”.

Com o objetivo consciencializar as pessoas de todas as idades para a importância de um envelhecimento ativo e saudável, e assim aumentar a expectativa de vida em condições saudáveis, cada país participante selecionou dois elementos diferentes da sua herança cultural que poderiam facilitar um estilo de vida ativo (físico ou mental). O CSEN, o parceiro italiano do projeto AGEment,  começou a trabalhar para descrever, através de breves entrevistas em vídeo, as experiências de pessoas que praticam danca e que constituem exemplos positivos.

O CSEN tem, há mais de 40 anos, uma longa experiência na promoção do desporto. A dança combina a harmonia do movimento com particularidades culturais da sociedade. Para descrever o quanto a paixão pela dança pode ser um fator importante  na melhoria da qualidade de vida, foram identificadas duas pessoas que, apesar da idade, ainda continuam a dançar com entusiasmo: Michele Settembrini, professora de dança de 84 anos e Giovanni Zito, dançarino de 82 anos. Ambos disseram como a dança os acompanhou a maior parte de suas vidas, ajudando-os a superar momentos difíceis, levando-os a conduzir uma vida fisicamente ativa e a cultivar relacionamentos sociais importantes e duradouros. Com as histórias dos dois dançarinos, três mini-vídeos foram realizados e farão parte, juntamente com os de outros casos práticos escolhidos por todos os parceiros, do catálogo do aplicativo AGEment, realizado no âmbito do projeto, disponibilizados tanto para smartphones como smartTV.

O IPG testemunhou a arte de cozer o pão caseiro

Numa realidade em que as dinâmicas demográficas regressivas dos territórios rurais são incontornáveis, torna-se cada vez mais importante a valorização de saberes e tradições, que frequentemente suportam a identidade dos territórios, e que se encontram em risco de desaparecer.

A arte de cozer o pão caseiro está cada vez mais restrita à população idosa, que insiste em manter as tradições da sua juventude.

O fabrico do pão é uma tarefa árdua e exigente do ponto de vista físico e quem amassa o pão, normalmente a mulher, tem consigo saberes e rituais ancestrais que foram passados de geração em geração. O pão normalmente é cozido em fornos tradicionais.

Antigamente os fornos eram peça central da habitação, quando o havia, e da localidade no caso dos fornos comunitários. Estes eram construídos em locais de fácil acesso à população e cabia ao forneiro (homem) acender o forno, tratar da lenha e colocar o pão a cozer. Por dia coziam várias pessoas e cada uma marcava a sua vez.

A recuperação destas práticas permite, não só a valorização do saber das populações mais idosas, e garantir a sua perpetuação nas gerações vindouras, mas também a manutenção da atividade física, através da realização de atividades que lhe são conhecidas. Foi neste contexto que o projeto AGEment esteve em Monte Novo, a assistir de perto à arte de cozer o pão pela Srª Maria Gonçalves, procurando perpetuar esta tradição através dos de vídeos e de testemunhos dos seus intervenientes.

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